Entra hoje em vigor, o reajuste de energia elétrica de 18,57%, para a maioria dos consumidores do nosso Estado.
Tentar entender a forma de reajuste levaria um tempo muito grande de estudos de todos os contratos de concessão e as formas de reajustes. Mas uma coisa eu confesso: “Não entendi mesmo”. Vou explicar:
O índice de reajuste é o IGPM. Conhecemos o índice, mas, a empresa soma uma percentagem a título de custos financeiros, algo em torno de 5% que é somado ao IGPM. O certo não seria fazer uma média?
Mas diante de tanta comoção de nossos legisladores e esforços em ir até a Capital Federal para tentar rever esse percentual, que não aconteceu. Resolvi publicar um estudo das tarifas cobradas no País e os encargos e tributos que oneram nossa conta no final do mês.
Concessionária | B1 Residencial (R$/kWh) | Vigência |
Energisa MG | 0,43907 | Até 17/06/2011 |
Usina Nova Palma Ltda | 0,42086 | Até 18/04/2011 |
Cia Energ.Tocantins | 0,41807 | Até 03/07/2011 |
Cia Energ. Maranhão | 0,41392 | Até 27/08/2011 |
CEB-Distribuição | 0,27952 | Até 25/08/2011 |
Boa Vista Energia | 0,26876 | Até 31/10/2011 |
Cia Eletrica do Amapá | 0,19729 | Até 29/11/2011 |
Neste quadro, colocamos apenas as tarifas mais caras e mais baratas, para termos uma noção das tarifas praticadas no País, e quem sabe entendermos o porquê de uma diferença de mais de 120% de um Estado para outro.
E em nosso Estado, a tarifa hoje é de R$ 0,4309. A segunda mais cara no momento.
Outro fator que diferencia o valor final pago são os encargos e tributos. Para se ter uma idéia, em SP, o ICMS é da ordem de 14,54563% e em Mato Grosso do Sul, é de 26,92951%, ou seja, quase o dobro.
Minha conta do mês de abril, ainda sem o reajuste, é de R$ 203,34. Se essa conta fosse calculada no Estado de São Paulo, o valor seria de R$ 146, 28. Ou seja, 39% mais caro. Se considerarmos o reajuste que entra em vigor hoje, teríamos um custo final de R$ 237,48, 62% a mais.
A COSIP, que é a taxa de iluminação publica municipal, enquanto em SP o percentual é de 4,21% sobre o consumo, aqui é em torno de 18,83% antes do aumento e de 11,59% após o aumento.
O que podemos esperar de nossos legisladores estaduais e municipais é a redução do ICMS e da COSIP, assim a população terá um impacto menor em sua conta.
De nossos legisladores federais pedimos que, por favor, verifiquem o porquê dessa diferença nas tarifas nacionais e proponham um estudo dessas tarifas e uma forma mais justa para todos.
Neste mês, em minha conta estão demonstrados os percentuais cobrados de PIS e CONFINS, com alíquotas de 1,0235 e 4,7143 respectivamente. O valor base para incidência desses tributos é de R$ 137,02, os custos seriam de PIS R$ 1,40 e COFINS de R$ 6,45, mas os valores cobrados são de PIS R$ 1,89, COFINS R$ 8,70.
Não entendi! Alguém pode me explicar?
Só no meu caso tem um valor à maior de R$ 2,74. Peço novamente explicações?
No mais é esperar que algo maior aconteça e esqueçamos o reajuste da energia. Assim como não falamos mais no reajuste da tarifa de transporte coletivo... E tudo volta à normalidade, já que o brasileiro... É tão “bonzinho”.
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