quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

CHEGA DE IMPUNIDADE!

A Câmara Municipal de Campo Grande deve assinar por esses dias um Termo de Ajustamento de Conduta, sobre a Verba Indenizatória que os Vereadores recebem e não prestam contas, conforme noticiado no link acima.
Em primeiro lugar vamos tentar entender o que é um Termo de Ajustamento de Conduta:
O termo de ajustamento de conduta é típico meio alternativo de solução extrajudicial de conflitos: uma vez proposto, espera-se que o compromitente vá cumprir as exigências estabelecidas pelo legitimado-compromissário; do contrário, o movimento extrajudicial não se esgota, não se finda, tendo em vista a possibilidade de ingressar em Juízo visando sua execução. Fonte: http://jus.com.br
Quanto ao fato em si existem alguns aspectos que devem ser observados:
I – Alegam que os Vereadores optaram em 2008 pelo recolhimento de IRRF e outros encargos.
Para comprovar essa alegação os Vereadores deveriam apresentar os holerites de pagamentos do período.
Se comprovado esse fato, o caso é ainda pior, pois a Constituição Federal de 1.988 prevê em seu Artigo 29 VI e VII no item f o seguinte: O subsídio do vereador não poderá exceder a 75% do subsídio do Deputado Federal.
Caso isso tenha ocorrido o ato é INCONSTITUCIONAL e não se pode aceitar que membros do Poder Legislativo desrespeitem a Constituição, portanto deverão devolver os valores recebidos a maior e responderem por crime de Improbidade Administrativa.
II – Quanto a irregularidades apontadas em 2010 com a entrada em vigor da Lei da Transparência:
Nos relatório de execução orçamentária e financeira apresentados pela Câmara desde junho de 2010 para atendimento da Lei da Transparência, os pagamentos de verba indenizatória foram feitos em rubrica de Verba Indenizatória e com pagamentos de R$ 189.000,00 mensais o que representa R$ 9.000,00 para cada vereador. Isso no período de Junho de 2010 a Janeiro de 2011. Não é possível a verificação no site http://www.camara.ms.gov.br/?secao=transparencia&id=4, pois os dados de 2011 e 2010 estão em manutenção. A partir de fevereiro de 2011 não existe registros desses pagamentos, que podem ter sido incluídos na folha de pagamento.
Mais uma vez é necessária a apresentação dos holerites dos meses de Junho 2010 a janeiro de 2011.
A simples assinatura de um TAC para que a partir deste ato se comece a cumprir as determinações legais me parece um descaso com a sociedade e um perdão para aqueles que porventura tenham cometidos atos ilícitos.
E os valores recebidos antes desse período, não serão analisados? Simplesmente serão deixados de lado por força de um TAC?
Se a criação da Verba em nosso município foi criada em 1.999 e naquela época prestavam contas, porque não o fizeram nos outros anos e porque incorporaram isso ao salário?
Devemos então pedir a prestação de contas desde 1.999?
Vamos acompanhar o desenrolar dessa investigação do MPE e ver o que acontece.
PRA MELHORAR VOCÊ TEM QUE CONTROLAR!



segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

A ILEGALIDADE OFICIAL.


Declarada, assinada e comprovada os Deputados Estaduais de MS recebem desde 2003 salários maiores do que estabelecido em Lei.
Em matéria do Jornal O Estado de Mato Grosso do Sul de 29 de junho de 2009, o Sr. José Magalhães move ação para ter acesso aos holerites de nossos parlamentares, infelizmente o poder judiciário ainda não acolheu esse pedido.
Segundo declaração do ex-deputado Ary Rigo, na época primeiro secretário, “a remuneração dos deputados é de R$ 15,5 mil desde fevereiro de 2003”, o que é ilegal, pois a Constituição Federal estabelece que o Deputado Estadual receba no máximo 75% do valor recebido pelo Deputado Federal. O salário dos deputados federais nesse período era de R$ 12.847,00, sofrendo alteração em 14 de dezembro de 2006 passando a R$ 24.5mil.
A comprovação da ilegalidade está na declaração do primeiro secretário da Assembléia Legislativa do Estado de MS que declara que os salários são de R$ 15,5 mil, desde 2003, onde cada um dos vinte e quatro parlamentares receberam a mais R$ 6.057,54 por mês.
A Lei 8429 de 02 de junho de 1992, a Lei da Improbidade Administrativa, em seu artigo 9º
  define o crime.
O que causa estranheza é o poder judiciário negar todas as solicitações no processo para o esclarecimento da questão.
Cabe a sociedade cobrar a devolução desses valores aos cofres públicos, já que não haverá punição por parte do judiciário e do tribunal de contas.
Os parlamentares que ocuparam os cargos entre os anos de 2003 a 2006 deverão devolver aos cofres públicos R$ 290.761,92 cada o que totaliza R$ 6.978.286,08.
Vamos acompanhar a batalha do amigo Magalhães e cobrar dos poderes constituídos e dos atuais parlamentares e governante o cumprimento da LEI.
Vamos acompanhar.
PRA MELHORAR VOCE TEM QUE CONTROLAR!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

VERBA INDENIZATÓRIA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA 2011.

Os dados apurados demonstram que as prestações de contas foram apresentadas a partir do mês de fevereiro, ou seja, falta a prestação de contas do mês de Janeiro.
Faltam as prestações de contas conforme segue:
Setembro – Diogo Tita
Outubro – Felipe Orro
Novembro – Alcides Bernal
Dezembro – Alcides Bernal, Mara Caseiro, Marcos Trad e José Teixeira
Vamos analisar como foi gasto o valor total anual de R$ 3.240.000,00 para um melhor entendimento.

Imóvel de Apoio
259.300,51
Locomoção
328.893,79
Combustível
683.734,30
Consultoria
500.371,90
Divulgação
617.989,37
Mat.Exp.Seg. Software
219.780,54
TOTAL
2.610.070,41


No quadro acima foi considerado somente o período de Março a Dezembro e lógico com a falta das prestações acima.
Vamos analisar item a item das despesas parlamentares.
Imóvel de Apoio: Essa verba se destina a manutenção de escritório de apoio parlamentar em qualquer cidade do Estado. Para esse gasto se tornar legal é necessário que o Parlamentar tenha um contrato de locação ou de cessão de uso caso seja o dono e demonstrar sua utilização. Verificamos que alguns parlamentares não usam a verba de forma continua, ou seja, mês a mês, isso caracteriza uma despesa eventual e, portanto não pode ser utilizada dessa forma.
Caso algum Deputado Estadual tenha aberto escritório recentemente e seja pré-candidato a Prefeito em sua cidade, ele pode estar usando dinheiro público para isso.
Combustível: Nesse item é devido o valor de R$ 3.375,00 ao mês, com esse valor nossos Deputados e seus assessores podem percorrer 13.000 km para fiscalizar e acompanhar as necessidades de nosso Estado. Você tem visto seu Deputado em sua cidade trabalhando?
Consultoria: É difícil analisar esse tipo de despesa, alguns parlamentares gastam sistematicamente o mesmo valor durante meses e outros simplesmente não fazem uso dessa verba. Quanto a quem esta sendo pago esses valores? Não temos a resposta, pois nos relatórios não constam quem recebe e porque recebem. Será que precisa tantos gastos quando se tem tão poucos projetos relevantes?
Divulgação: Esse item é para a Divulgação do Trabalho Parlamentar, pelo que vemos não há muito que divulgar e se fosse algo realmente interessante e que melhoraria a vida da população a própria imprensa séria daria essa divulgação. Portanto não comemore quando abrir um jornal, uma revista ou ouvir na rádio que o seu Deputado está fazendo um bom trabalho, porque isso pode não ser verdade, ele está pagando a matéria com o seu dinheiro.
Material de Expediente, Segurança, Equipamentos e Software: Como podem observar esse é o item de menor gasto, o que pode demonstrar que o expediente não é o item que mereça mais verbas. Entram também nesse item a compra de equipamentos, como já questionei em outras situações, os equipamentos comprados com dinheiro público devem ser devolvidos após o mandato do parlamentar, será que serão?
Esperamos que nosso Deputados Estaduais continuem a publicar suas despesas e indiquem a quem estão pagando e o número do documento fiscal, para não gerar duvidas.
Vamos continuar acompanhando.
PRA MELHORAR VOCE TEM QUE CONTROLAR!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Câmara Municipal 2012.

A Câmara Municipal de Campo Grande retornou aos trabalhos no dia 02/02/2012, mas apesar do recesso prolongado as despesas não param e iniciando nossas verificações, apresentamos as despesas de Janeiro de 2012.

Despesas
Janeiro
Total
Pessoal
2.150.049,70
2.150.049,70
Vereadores
195.048,00
195.048,00
Convênios

0,00
Passagens/Diárias

0,00
Água/Luz/Telefone
32.793,57
32.793,57
Material Escritório

0,00
Material Consumo
3.232,34
3.232,34
Manutenção

0,00
Equipamentos
495,00
495,00
Mídia
207.000,00
207.000,00
Serviços
25.989,76
25.989,76
Homenagens
4.990,00
4.990,00
TV Câmara
32.500,00
32.500,00
Caixa
8.000,00
8.000,00


0,00


0,00
TOTAL
2.660.098,37
2.660.098,37


0,00
Duodécimo
3.784.000,00
3.784.000,00



Saldo

12.732.573,17
Ano Anterior
11.608.671,54









A Câmara Municipal atendendo solicitação do Ministério Público Estadual contratou uma empresa para cuidar dos gastos com publicidade e propaganda. A empresa vencedora da licitação foi a Agilita Propaganda, conforme divulgado em 03/02/2012. Esse acordo tem um lado positivo que é o numero de empenhos que o setor financeiro deixará de emitir, para se ter uma idéia no último mês foram emitidos 161 empenhos de pagamentos e no primeiro mês do ano apenas 41, o Setor financeiro emitiu apenas 30% de empenhos comparados ao mês anterior. O lado negativo dessa medida é que não será possível saber a quem esta sendo pago as despesas, pois quem fará o pagamento é a empresa Agilita é essa não tem obrigação de divulgar a quem faz os pagamentos. Dessa forma não saberemos se o dinheiro está sendo gasto com divulgação de interesse público ou com promoção pessoal.
Estamos acompanhando também a devolução do duodécimo a Prefeitura Municipal, pois em 2011 não ficou claro quanto a Câmara devolveu e quanto a Prefeitura recebeu. Vamos Aguardar.
PRA MELHORAR VOCE TEM QUE CONTROLAR!