segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Prestação Contas da Prefeitura Municipal de Campo Grande


Aconteceu nesta sexta feira 25/02 as 17:00 hs na Câmara Municipal de Campo Grande, estavam presentes o presidente da comissão de finanças e orçamento da Câmara Vereador Herculano Borges, Vereadora Rose, Vereador Paulo Pedra, o representante do secretário municipal de finanças Sr. Ivan Jorge, eu Roberto Coelho buscando mais informações para o blog e apenas mais uma pessoa que não faz parte do poder publico, o Médico Veterinário Sr. Wilson Velasco.
Na oportunidade o Sr. Ivan Jorge apresentou os dados da PMCG baseados na Lei de Responsabilidade Fiscal, o que está 100% em conformidade com a Lei.
Entretanto quando se trata de Lei da Transparência, a PMCG não atende a nenhuma das exigências legais, indagamos sobre dados da folha de pagamento que apresentam três valores diferentes e sobre os valores da Câmara Municipal de Campo.
Não tivemos uma resposta imediata, mas tivemos a promessa do Presidente da Comissão de que se encaminharmos um ofício solicitando essas informações, teremos respostas.
Estamos apenas aguardando contato pessoal com o presidente para entregarmos o ofício e vamos aguardar as providências.


Participação Popular
É constrangedor ver o numero de pessoas que se interessam pelas atividades políticas em nosso País, a audiência publica de prestação de contas da Prefeitura Municipal de Campo Grande não teria, como não deve ter tido as outras audiências, a participação de nenhuma pessoa da sociedade para verificação dos dados apresentados.
Qual de nós não tem uma queixa sobre o poder publico, seja no caso do IPTU, seja no valor do transporte coletivo, ou de casos de obras publicas que afirmamos na roda de amigos que houve corrupção e que fulano ou beltrano é corrupto.
Mas quando somos chamados a participar de atos ou audiências que temos que nos apresentar e nos mostrar não o fazemos, será que não estamos sendo todos tão corruptos quanto os políticos que elegemos, pelo fato de não acompanharmos o seu trabalho e as vezes nem lembrar quem nos colocamos para nos representar.
Reformas Fiscais e Políticas
Ouvimos falar dessas reformas, mas não vemos a discussão e a implantação tão necessária para o futuro do País.
Essas reformas passam diretamente pelas ações de controle da população, enquanto não cobrarmos, principalmente do Poder Legislativo, não teremos motivação para aprovação dessas reformas.
Para se ter uma reforma fiscal, precisamos conter os gastos públicos, mas quem tem a obrigação de fiscalizar os gastos do Poder Executivo é o Poder Legislativo, mas da forma como hoje esta, algumas emendas parlamentares ou algum cargo público aplaca a vontade do legislativo de fiscalizar.
Se a população brasileira começar a fiscalizar os atos do legislativo e cobrar mais eficiência do executivo nos gastos públicos, teremos o inicio que precisamos para essas reformas.
Vou citar um exemplo que acontece hoje em nosso Estado:
Como vereadores e deputados estaduais podem cobrar legalidade do executivo se eles agem de forma ilegal. A famosa verba indenizatória, já denunciada em nosso blog, é recebida pelos legisladores e simplesmente incorporada aos salários, pois ninguém presta contas de suas despesas o que já dissemos É ILEGAL.
Apenas com a participação da população e com a cobrança dos poderes constituídos teremos seriedade com a coisa publica e poderemos reduzir a carga tributária, fazer uma reforma política e conter os gastos públicos.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

TRANSPARÊNCIA NO ESTADO MS

Analisamos alguns sites disponíveis com as devidas prestações de contas e resolvemos fazer um ranking com pontuação conforme a apresentação de cada site e as informações apresentadas.

Governo do Estado
Encontramos dois sites http://www.ms.gov.br , onde até existe o ícone prestação de contas, mas fomos direcionados para o http://www.serc.ms.gov.br/age , onde encontramos apenas os balanços de anos anteriores. Não foi possível verificar os números de servidores estaduais, não existe relação de efetivos e nem de comissionados, ficando impossível o levantamento total de pessoal.
Quanto às despesas do GE não existe nenhum dado.
No Balanço Geral foi possível apurar alguns dados:
Orçamento Estadual
2011 – R$ 9.354.751.900,00
2010 – R$ 8.866.223.400,00
2009 – R$ 7.107.836.238,57
2008 – R$ 6.963.832.823,81
2007 – R$ 5.630.529.776,91
2006 – R$ 4.676.153.945,16
Nesse período o orçamento estadual teve um incremento de 106, 50%.
Despesas com Pessoal
2011 – R$ 2.902.013.000,00
2010 – R$ 2.594.781.600,00
2009 – R$ 2.444.796.852,51
2008 – R$ 2.172.630.211,66
2007 – R$ 1.966.912.354,86
2006 – R$ 1.620.041.128,17
O incremento nas despesas com pessoal foi de 79,2% no período, esperamos que tenha sido como aumento nos salários e não em aumento de pessoal.
Quanto às despesas, é impossível estabelecer parâmetros, pois não existem dados disponíveis, o que a população deve sempre observar com maior atenção são:
Contratos com Terceiros Pessoa Jurídica
Contratos com Terceiros Pessoa Física
Nesses quesitos, além dos contratos de execução de obras e serviços, existe a possibilidade de pagamentos a empresas de mídia, que não é uma pratica legal.
·         Alguns dados foram obtidos diretamente do diário oficial de 23/12/2009 e 21/12/2010, suplementos com publicação do orçamento.
Em relação à Lei da Transparência o Governo do Estado de MS merece uma nota DOIS, pois não atende nenhuma das exigências, apresenta apenas relatórios obrigatórios conforme a LRF.

Assembléia Legislativa
No site http://www.al.ms.gov.br  existe o ícone Transparência, encontramos os itens  gestão de pessoal e execução orçamentária e financeira.
Em Gestão de Pessoal encontramos a pasta de quadro permanente e efetivo da AL, encontramos os seguintes números:
Efetivos:              349
Comissionados: 466
TOTAL:                715 Funcionários
Em execução orçamentária e financeira, encontramos os pagamentos realizados pela AL a partir de Maio a Outubro de 2010, os meses de novembro e dezembro ainda não aparecem.
Nos Balanços do GE, temos os seguintes valores orçamentários da AL:
2011 – R$ 141.518.900,00
2010 – R$ 181.610.700,00
2009 – R$ 179.818.208,79
2008 – R$ 156.044.290,72
2007 – R$ 138.035.750,73
2006 – R$ 146.496.785,93
A variação no orçamento da AL-MS no período foi negativa de -4%, reflexo da Lei da Transparência que esta inibindo os gastos públicos, mesmo assim temos que ficar de olho, pois são mais de R$ 80.000.000,00 para serem gastos conforme a vontade de nossos deputados.
Nossa previsão é que com o controle mensal das contas através da lei da Transparência, as despesas da AL-MS não passarão de R$ 120.000.000,00, retornando a patamares inferiores ao ano de 2006.
A folha de pagamento da AL variou entre 4,9 mi (maio a ago) e 3,2mi (set e out), considerando-se o numero de funcionários de 715 servidores, temos um salário médio de R$ 6.060,00.
Nesses valores não estão inclusos verba indenizatória e Representação Mensal.
Verba Indenizatória já sabemos do que se trata, Representação Mensal são valores que variam de R$ 6.064,39 a R$ 12.128,79, que são pagos a Mesa Diretora e aos lideres de Partidos da Casa.
Sobre alguns pagamentos do ano de 2010.
Fato estranho a percepção comum é o fato da AL ter em seu quadro de pessoal nove assessores jurídicos e 02 consultores jurídicos e mesmo assim entre os meses de junho a agosto gastou R$ 360.000,00 em consultoria jurídica.
Outro caso estranho é no mês de julho, mais exatamente no dia 12 através do empenho 1973/2010 a AL pagou R$ 745.000,00 a MS Taxi Aéreo.
Estranhezas a parte, a AL-MS precisa divulgar uma relação de salários conforme a função, pois conforme noticiou um jornal local, a verba de gabinete mensal destinada a salários é de R$ 13.000,00 e o número de funcionários por gabinete é de até 20 pessoas, fiquei preocupado, pois essas pessoas sobrevivem com um salário médio de R$ 650,00, por outro lado fiquei satisfeito em saber que na AL-MS existem pessoas abnegadas que não estão preocupados somente com o dinheiro.
Outro ponto a melhorar é a agilidade nas informações, estamos no final de fevereiro e ainda não foram apresentadas as despesas de novembro, dezembro 2010 e janeiro de 2011 e nem os repasses do duodécimo.
No Geral podemos dar uma nota SEIS E MEIO Assembléia Legislativa do MS.

Tribunal de Contas MS
Procurei no site http://www.tce.ms.gov.br/portal a missão, visão e objetivos do TCE, mas não encontrei; por se tratar de um órgão de fiscalização estadual penso que seu principal objetivo seria o buscar e disponibilizar informações sobre gestão publica para a melhoria de todos os processos.
Ao invés disso encontrei em seu histórico os objetivos estratégicos de modernização (abaixo) e em nenhum dos itens abaixo se fala em transparência, divulgação de contas, redução de gastos e gestão pela eficiência.
       Os objetivos estratégicos do TCE/MS, definidos pelo Projeto de Modernização da Gestão são os seguintes: 1) cumprir os prazos legais e regimentais na apreciação e julgamento dos processos; 2) tornar eficaz a fiscalização da gestão das verbas públicas; 3) uniformizar os entendimentos e procedimentos que envolvem a instrução processual; 4) criar condições para possibilitar maior acessibilidade às deliberações do TCE/MS; 5) reformular a estrutura organizacional do TCE/MS; 6) elaborar e implementar o sistema de gestão de pessoas; 7) implementar políticas e programas de capacitação de pessoas; 8) incrementar ações de caráter preventivo e orientador junto aos jurisdicionados; 9) modernizar a infraestrutura de Tecnologia de Informática (TI).        Os objetivos estratégicos do TCE/MS, definidos pelo Projeto de Modernização da Gestão são os seguintes: 1) cumprir os prazos legais e regimentais na apreciação e julgamento dos processos; 2) tornar eficaz a fiscalização da gestão das verbas públicas; 3) uniformizar os entendimentos e procedimentos que envolvem a instrução processual; 4) criar condições para possibilitar maior acessibilidade às deliberações do TCE/MS; 5) reformular a estrutura organizacional do TCE/MS; 6) elaborar e implementar o sistema de gestão de pessoas; 7) implementar políticas e programas de capacitação de pessoas; 8) incrementar ações de caráter preventivo e orientador junto aos jurisdicionados; 9) modernizar a infraestrutura de Tecnologia de Informática (TI).
Assim sendo vamos a analise das informações disponíveis conforme a Lei da Transparência.
Pessoal, neste item temos a informação da criação do plano de cargos e salários Lei 3877 de 31.01.2010, e em gestão de Pessoal temos a informação do numero de servidores, conforme segue:
Direção Superior – 26
Adm.e Assessoria Superior – 151
Cargos Efetivos – 626
TOTAL 803
No item despesas encontramos o valor da folha de pagamento, apresentamos como referência o mês de outubro, pois em dezembro incide o 13º salário, temos um valor de R$ 4.372.907,13, o que dá um valor médio para cada funcionário de R$ 5.445,71.
Ainda em despesas, não é possível determinar quem é o beneficiário dos pagamentos, pois não consta nome, CNPJ/CPF, consta apenas o tipo de despesas.
Sobre o Orçamento anual temos os seguintes dados extraídos do site do Governo do Estado e do Diário Oficial:
2011 – R$ 104.823.800,00
2010 – R$ 108.760.400,00
2009 – R$ 99.849.899,68
2008 – R$ 88.721.479,60
2007 – R$ 85.010.563,67
2006 – R$ 87.714.231,39
O Orçamento do TCE-MS, não sofreu a mesma variação da AL-MS, ficou em 19%, resta R$ 58.000,000, 00 para outras despesas, além dos itens de observação que já mencionamos, no caso do TCE o item diárias e despesas de viagens é preocupante, deve ser acompanhado de perto.
Avaliar o órgão responsável pela apresentação que deveria servir de exemplo ao outros órgãos é fácil, pois da maneira como está apresentado sua nota é ZERO.


Tribunal de Justiça – MS
No site http://www.tjms.jus.br/transparencia/pagamento_fornecedores.php , temos os pagamentos a fornecedores do mês de dezembro de 2010, que totaliza R$ 6.422.996,32 a forma de apresentação e as informações constantes estão conforme as exigências legais.
Quanto à informação de Pessoal, somente temos acesso ao Demonstrativo das despesas com Pessoal e conforme consta no relatório de Janeiro a Dezembro de 2010 totalizou R$ 368.901.063,02, sendo R$ 290.945.696,80 aos funcionários ativos. Infelizmente não existe informação quanto ao numero de funcionários e os respectivos salários e funções.
Quanto ao Orçamento do órgão temos os seguintes dados:
2011 – R$ 356.418.000,00
2010 – R$ 326.899.300,00
2009 – R$ 326.573.728,53
2008 – R$ 291.722.237,43
2007 – R$ 241.677.864,30
2006 – R$ 239.369.266,48
É interessante salientar alguns dados, o TJ-MS, conforme demonstrativo de despesas com pessoal gastou em 2010, 368 milhões, valor superior ao orçamento, além do fato do órgão estar deficitário, a sobra de orçamento para outras despesas é muito inferior aos outros órgãos já analisados. Alguém sabe me dizer o por que?
Pelo exposto a nota ao TJ-MS ficou em CINCO , pois falta informações de pessoal.


Ministério Publico de MS
No site http://www.mp.ms.gov.br/portal/transparencia , podemos encontrar todas as informações conforme a Lei da Transparência.
Em gestão de Pessoal podemos verificar a quantidade de funcionários conforme segue:
Cargos Efetivos: 293
Cargos Comissionados: 265
Estagiários: 114
Membros MP: 177
TOTAL: 849
Em execução orçamentária e financeira encontramos o valor dos vencimentos e vantagens do mês de novembro para estabelecer uma média, que é de R$ 7.488,36 por funcionário.
Ainda em execução orçamentária encontramos todos os pagamentos realizados pelo órgão em conformidade com a legislação.
Vejamos a evolução do Orçamento:
2011 – R$ 193.933.300,00
2010 – R$ 171.233.000,00
2009 – R$ 154.228.173,55
2008 – R$ 142.639.403,68
2007 – R$ 121.420.388,25
2006 – R$ 101.375.627,28
Foi o órgão que teve a maior variação orçamentária no período, 91,30%.
O MPE-MS tem uma sobra de orçamento para despesas em torno de R$ 80.000.000,00 que deve ser acompanhado.
Para efeito de avaliação a nota é OITO, pois a forma como esta colocada os pagamentos dificulta a pesquisa, mas no geral é muito bom.

Prefeitura Municipal de Campo Grande
A PMCG veja site http://www.capital.ms.gov.br/transparencia ,  esta na mesma situação do Governo do Estado, apresenta apenas demonstrativos exigidos pela LRF, a Lei da Transparência ainda não faz parte das atividades deste órgão.
Não apresenta o número de funcionários, efetivos e comissionados, salários e funções, e nem os pagamentos.
Sobre a variação orçamentária já falamos em outras ocasiões.
Nota DOIS assim como do Estado para incentivar os gestores a melhorarem.

Câmara Municipal de Campo Grande
Na página http://www.camara.ms.gov.br/index.php?conteudo=transparencia , encontramos todas as informações disponíveis, informações de pessoal , de contratos e de pagamentos.
Sobre Pessoal temos a relação de todos os funcionários efetivos e comissionados, para a informação ser perfeita falta apenas a relação de cargos e salários atualizada, pois da maneira como está informada os valores não conferem. Os funcionários estão assim distribuídos:
Efetivos: 128
Comissionados: 519
TOTAL: 647
De maio a Dezembro/2010 temos um valor total de despesa com pessoal de R$ 15.767.000,00, incluso o 13º salário, pela média da um valor mensal de R$ 3.046,17.
Execução Orçamentária e Financeira, o órgão disponibiliza todos os empenhos desde maio/2010.
Evolução do Orçamento:
2011 – R$ 40.800.000,00
2010 – R$ 40.000.000,00
2009 – R$ 30.069.240,34
2008 – R$ 30.094.762,34
2007 – R$ 25.215.204,57
2006 – R$ 24.051.330,32
Variação de 69%, porém a Câmara Municipal informa devolução de valores nos anos de 2009 e 2010, não temos a informação correta do valor.
Pelos nossos cálculos, se o contribuinte acompanhar e denunciar exageros creio que o orçamento final de 2011, ficará na casa dos R$ 30.000.000,00, devendo ser devolvidos R$ 10.000.000,00, o que aqui fica a sugestão para investir esse valor em saúde, educação, geração de emprego e renda, ciência e tecnologia etc.
 Pela forma apresentada a CMCG está entre todos os órgãos analisados o mais próximo da perfeição, merecendo nota OITO.
O único item que não foi apresentado é a prestação de contas de Verba Indenizatória dos legisladores dessa casa.
Repetindo a ilegalidade do final de 2010 aqui já denunciada, em 31/01/2011 através do empenho 022/2011 foi pago o valor total de R$ 176.472,00, que dividido da R$ 8.403,43 a cada vereador a título de AJUDA DE CUSTOS, que já informamos é TOTALMENTE ILEGAL.
Continuaremos observando e apresentando novidades sobre esses e outros órgãos.

Salário Mínimo

Alguns leitores de nosso blog pediram um artigo sobre esse tema, por se tratar de ato de competência federal não pensávamos em emitir uma opinião, mas como nos foi cobrado nossa posição, daremos nossa opinião sobre o assunto.
É fato que o salário mínimo é baseado na subsistência de uma família de quatro pessoas, dois adultos e duas crianças.
Conforme Dieese http://www.dieese.org.br/rel/rac/salminMenu09-05.xml o salário mínimo deveria ser de R$ 2.227,53, e porque não é?
Ocorre que quando o Governo Federal estabelece o valor do salário mínimo, ele corrige também as pensões e aposentadorias do INSS e como 80% dessas aposentadorias recebem um salário mínimo e para cada real de aumento representa 300 milhões a mais com a previdência, o governo tem que controlar o déficit da previdência e o próprio caixa, e quem mais contribuí com esse controle, são os aposentados e os trabalhadores que recebem salário mínimo.
O que mais nos causa estranheza é o fato de que para aumentar os salários de deputados federais e senadores, o parlamento o fez em menos de uma hora e com poucas discussões, e para sacramentar R$ 545,00 aos aposentados e trabalhadores eles levaram quase o dia inteiro. PURA NOVELA!
Uma esperança para os brasileiros e um exemplo que há muito tempo não aparecia nos meios políticos, é a posse do Deputado Federal do Distrito Federal Sr. José Antonio Reguffe PDT-DF, esse parlamentar abriu mão de diversas verbas a que tem direito, inclusive a verba indenizatória e diminuiu o numero de assessores para seis, enquanto a média é de VINTE.
deputado federal José Antonio Reguffe (PDT-DF)


Esse assunto me levou a pensar no “por que” de nosso blog se chamar Controle Eficiência. O ato praticado pelo Deputado Reguffe se fosse seguido por todos os parlamentares se transformaria em uma economia de 1 bilhão, 280 milhões aos cofres federais, e causaria um efeito cascata nas assembléias legislativas e nas câmaras municipais, para se ter um parâmetro, a AL-MS tem seu orçamento de 2011 nos mesmos patamares de 2006 e pelas nossas previsões se controlarmos e cobrarmos responsabilidade esse valor não ultrapassará os 120 milhões.
Se mantivermos um Controle efetivo sobre os gastos públicos e cobrarmos Eficiência nesses gastos poderemos ter recursos suficientes para melhorar o salário mínimo.
Outra sugestão é que os reajustes de salários de todos os funcionários públicos Federais, Estaduais e Municipais, incluindo todos os poderes: Legislativo, Judiciário e Executivo, sejam de acordo com o salário mínimo e não em votações especificas para beneficio próprio.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Imposto Predial e Territorial Urbano

Hoje vence o prazo para pagamento a vista e a primeira parcela do IPTU 2011.

A PMCG, seus técnicos e a Câmara Municipal juram de pé junto que o aumento autorizado foi de 6,81%.
Vamos então analisar os aspectos possíveis desse reajuste e os caminhos que o contribuinte deve percorrer para reclamar sobre o valor e as burocracias existentes.

Alguns contribuintes reclamam que seu IPTU até dobrou, o que aconteceu?

A valorização imobiliária foi aplicada aos imóveis, que foram corrigidos pelo valor de mercado, o tal “valor venal” que habitualmente é usado no cálculo de impostos deixou de ser como era usual na média de 50% do valor real e hoje esta atualizado o que levou ao aumento do imposto.

Para pedir revisão dos valores do IPTU, é necessário:
• Cópia da escritura/matrícula atualizada, averbada na PMCG ou Contrato de compra e venda registrado no cartório de registro de imóveis.                 ;
 • Autorização do proprietário legal, com firma reconhecida ou procuração para os casos de desmembramento ou unificação de inscrição imobiliária quando o requerente não for proprietário                  ;
• Carnê do IPTU para identificar a inscrição imobiliária;• Certidão negativa de débitos nos casos de unificação de inscrições, conforme oficio DECON/DEF/PROJU/498/2003 de 12/06/2003.
A PMCG poderia pedir simplesmente o carne e os dados do requerente para facilitar a vida do contribuinte.
Para estar isento do IPTU, além de entidades beneficentes (igrejas, hospitais, escolas e etc.), é preciso ser aposentado com renda de até dois salários mínimos ou que o imóvel tenha valor venal abaixo de R$ 19.977,35.
Documentos necessários para pedido de isenção de IPTU para imóveis com valor até R$ 19.977,35.

• Cópia da escritura/matrícula, averbada na PMCG ou Contrato de compra e venda registrada no cartório de registro de imóveis;
• Cópia do comprovante de residência “conta de água, luz ou telefone”;
• Certidões comprovando possuir apenas um imóvel, fornecidas pelos cartórios de 1º, 5º e 7º Ofício;
• Carnê de IPTU para identificar a inscrição imobiliária;
• O imóvel deve ser de residência do proprietário;
• Se não for o proprietário, autorização do mesmo com firma reconhecida.


Documentos necessários para pedido de isenção de IPTU para aposentado ou pensionista.

• Comprovante de aposentadoria – HISCRE e INFBEN para os casos do INSS;
• Declaração de rendimentos fornecida pelo órgão através do qual o beneficiário recebe APOSENTADORIA ou PENSÃO, constando nome, RG ou CPF, renda mensal e data do inicio do benefício, para os casos que não sejam do INSS;
• Xerox cédula de identidade “RG”;
• Xerox de uma conta de água, luz ou telefone “comprovante de residência”;
• Quando o imóvel constar , na PMCG, em nome de terceiros, trazer cópia do contrato de compra e venda registrado em cartório;
• Xerox da Certidão de óbito e Certidão de casamento, quando for pensionista e o imóvel estiver em nome do cônjuge (falecido);
• Carnê do IPTU ou extrato de débito (fornecido gratuitamente pela prefeitura) Lei 3209/95;
• Se não for o proprietário, autorização do mesmo com firma reconhecida.
Art. 3o - Fica isento do Pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano e das Taxas de Serviços Urbanos, o imóvel de categoria A, B ou C que seja de propriedade e residência do contribuinte aposentado ou pensionista, com renda familiar não superior a 02 (dois) salários mínimos vigentes no país.
Parágrafo único – Para beneficiar do disposto neste artigo, o contribuinte aposentado ou pensionista, deverá requerer dispensa do pagamento do Imposto e da Taxa, em qualquer época do ano, desde que atenda os requisitos da Lei Complementar nº 75 de 24/10/2005.

Pobre aposentado, depois de contribuir para o crescimento do País, precisa provar que ganha mal e caso tenha investido em imóveis como poupança para a aposentadoria perdera esse direito.

Sugestão: Todo cidadão acima de 65 ficará isento do IPTU no imóvel que ele residir, independente de ter mais imóveis ou não e independente da renda.

Após essa cruzada de reclamações e lista de documentos para isenções, vamos analisar os aspectos financeiros para o Município.

- Junto com seu IPTU, é cobrada uma taxa variável de acordo com a região, sobre o valor do IPTU, taxa essa que creio ser a Taxa de Limpeza Pública (pois não existe informação no carnê), além dessa taxa pagamos separadamente a Contribuição Iluminação (conta Enersul), asfalto, ligação de esgoto além de todos os impostos municipais, estaduais e federais.

- Vejamos agora a evolução da Receita com IPTU de 2006 a 2011, conforme PMCG site http://www.capital.ms.gov.br/transparencia/canaisTexto?id_can=3703
2006 -  63.990.950,35
2007 -  70.994.660,72
2008 -  92.119.582,10
2009 – 133.331.732,43
2010 – 164.288.972,00 (Previsão 137.100.000,00)
2011 – 148.904.000,00 (Previsão)

Nesses dados observamos as seguintes situações:
De 2006 a 2011 a aumento de arrecadação do município foi de 132,69%, o aumento total do orçamento no mesmo período foi de 127,38%, o aumento do salário mínimo do mesmo período foi de 56% passando de R$ 350,00 para R$ 545,00, índice aproximado da inflação acumulada no período.
A receita de IPTU esta assim distribuída em 2011:
R$ 27.261.000,00 – s/Prop. Territorial Urbana (Terrenos)
R$ 121.643.000,00 – s/Prop. Predial Urbana (Casas/Construções)

O imposto predial representa 5,95% do total do orçamento municipal, e da forma como esta prejudica as pessoas que não tiveram a mesma correção em suas rendas, e uma coisa que poderia beneficiá-las (a valorização do imóvel) acaba se tornando um pesadelo para muitos.

Devemos repensar as isenções e as alíquotas hoje aplicadas ao IPTU, os legisladores municipais devem verificar o impacto que isso causa na vida das pessoas.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Transparência na Câmara de Vereadores

A cada mês, assim que for disponibilizado no site da Câmara Municipal, colocaremos a disposição, em nosso blog, um resumo das despesas dessa casa e algumas observações que julgarmos necessárias. Com o correr dos meses poderemos fazer uma análise da evolução dessas contas e suas conseqüências.

Observem que no mês de janeiro de 2011, não houve despesas de diária e passagens aéreas, material de escritório, mídia (jornais etc.) e TV Câmara.

Encontramos alguns itens que vamos colocar como observação e aguardamos algum comentário das autoridades competentes.

Empenho 026/2011 – Sr. Aparecido Luiz da Silva – Serviço de Consultoria Administrativa, R$ 5.990,00
Empenho 022/2011 – Vereadores – AJUDA DE CUSTOS R$ 176.472,00 – R$ 8.403,00 cada.

Conforme já publicamos este artifício é ILEGAL, e a presidência da casa e todos os seus membros continuam recebendo valores indevidos.

Estamos no aguardo da publicação da prestação de contas de verba indenizatória do ano de 2010 que totalizou R$ 99.000,00 para cada vereador.

Informamos também que o valor do duodécimo recebido pela Câmara não foi informado, ficando impossível saber se houve déficit ou crédito no caixa da casa.

Despesas
Janeiro
Fevereiro
TOTAIS

Pessoal
1.923.747,22

1.923.747,22

Vereadores
365.472,00

          365.472,00

Convênios
2.852,00

2.852,00

Passagens/Diárias


0,00

Água/Luz/Telefone
28.289,27

28.289,27

Material Escritório


0,00

Material Consumo
3.228,68

3.228,68

Manutenção
7.451,00

7.451,00

Equipamentos
3.415,00

3.415,00

Mídia


0,00

Serviços
30.680,21

30.680,21

Homenagens
4.365,00

4.365,00

TV Câmara


0,00

Caixa


0,00











TOTAL
2.369.500,38

2.365.500,38






Duodécimo


0,00






Saldo


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