Infelizmente, calamidades acontecem pelo mundo todo. A natureza reage aos atos humanos, e de tempos em tempos, cobra o preço pela ocupação indevida e pelos abusos a ela causados.
Estamos assistindo no Mato Grosso do Sul as enchentes em várias cidades cortadas pelos rios de nosso Estado. As cidades que estão enfrentando os maiores problemas são : Aquidauana, Coxim, Anastácio e Dois Irmãos do Buriti, mas vemos também a nossa capital com problemas, ainda que menores.
O que nos causa espanto é ver que nossa Capital, com um orçamento anual de Dois Bilhões de Reais, demonstra não ter reservas para casos emergenciais, e o Estado com orçamento de Nove Bilhões também aparenta não ter essas reservas.
Qualquer gestor financeiro, e até mesmo a população em geral sabe que, se deve guardar (quando pode) parte de sua renda para emergências, pois caso você fique doente, quem vai comprar o remédio?
Nosso Estado passa por uma calamidade natural e é forçado a mendigar recursos ao Governo Federal, pois os gestores públicos não são capazes de administrar uma crise.
Vemos a recepção ao Ministro da Integração Nacional como uma festa política, recebido pelo governador, prefeito, deputados e vereadores, todos de chapéu na mão, pedindo ao “primo” rico auxilio para socorrê-lo no momento de aflição.
Isto é inaceitável, termos que aguardar a visita do “primo” rico para ver se realmente necessitamos do recurso, para depois voltar a capital federal e quem sabe liberar o valor necessário a população que esta embaixo d’água e perdeu tudo ou quase tudo do pouco que tinha.
Passada a calamidade, que deverá demorar, como no caso recente de Campo Grande, o povo irá saudar os políticos como salvadores da pátria por ter nos socorrido apesar da demora. Realmente somos um povo calmo e não reclamamos e tão pouco cobramos dos gestores públicos suas obrigações.
Por que os gestores públicos que estão de chapéu na mão não propõem uma LEI, onde 2% do orçamento total de qualquer cidade e do Estado sejam destinados a um Fundo de Emergência?
Isso seria suficiente para socorrer e resolver os problemas causados pelas chuvas, e nossos governantes poderiam ser saudados como homes competentes e preocupados com a situação da população.
Antecipando aos que dirão que não é possível reservar esse valor do orçamento, afirmo que é. A Assembléia Legislativa do MS diminuiu de seu orçamento em 2011, quarenta milhões de reais, pois não conseguiriam gasta-los.
E se outros órgãos e o próprio Governo do Estado e a Prefeitura apresentassem suas contas de forma correta, as despesas diminuiriam consideravelmente e esse fundo se tornaria viável.
Vamos deixa de mendigar e vamos trabalhar!
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